Lanceiros Negros
                               
           

Concurso PúblicoNacional de Arquitetura| Lanceiros Negros
Monumento em Porto Alegre em Memorial Pinheiro Machado
Fundação Cultural Palmares - Instituto dos Arquitetos do Brasil

Data:
Maio/2006

Equipe: Autores-Arq. Cláudio Luiz Araújo, Arq. Sergio MMarques. Co- Autores - Arq.: Ana Claudia Vettoretti, André Luis Pereira Nunes, Carlos Henrique Neves Lourenço e Mônica Luce Bohrer. Consultores-Eng. Cloraldino Soares Severo-Estradas, Geol. Everton Luiz Pimenta Meira-Geologia, Eng. João Batista Machado Rosa-Estruturas, Arq. Moacyr Moojen Marques-Urbanismo, Eng. Agr. Ronald Jamieson-Paisagismo, Nestor Monastério- Cenografia/Cenotécnia, Caé Braga - Esculturas.

 
                 
 
MEMORIAL
Porongos tem uma história em que lendas e mitos animam e povoam uma paisagem, de grande beleza, cujo potencial a torna protagonista principal de um momento importante, em que a glória dos Lanceiros Negros não foi a vitória no campo de batalha.
Assim, a proposta arquitetônica e paisagística, pretende ser uma coadjuvante discreta, que se impõe como elemento complementar na divulgação do fato histórico.
Integrado com os elementos da paisagem, e aflorando dos cerros e coxilhas como a pedra que brota da terra em Porongos, o Memorial situa-se no local provável do combate final, momento culminante desse episódio da Guerra Farroupilha.
Saindo do estacionamento no sentido sul/norte por um caminho, chega-se à praça cívica. Recepção de visitantes, onde se realocaram os mastros das bandeiras e a placa de granito, onde está gravado o poema Ancestralidade. A escultura de um Lanceiro, placas de referências históricas sobre o fato e seus personagens também estão nesta praça. A partir desse ponto, há um passeio/galeria destinado a exposições que atravessa o pescoço do porongo, formado pelos cerros. Ao longo dessa galeria, a luz natural penetra e valoriza os elementos expostos. No final desse trajeto, o espaço abre-se para a direita, formando um anfiteatro - sala de eventos com 120 lugares - que começa coberto e continua na encosta dos cerros. A platéia está voltada para uma bacia, com a sanga e sua mata ciliar. Esse é o palco principal com o cenário já montado, onde provavelmente ocorreu o massacre.

Um cerro, uma janela
Um olhar para a história
Um sonho de liberdade
Uma luta sangrenta, sem glória
LANCEIROS ENEGRECIDOS
Pela surpresa e traição
ainda buscam com dignidade
RESPEITO E RECONHECIMENTO

Um espetáculo de som, luz e imagem marca o episódio mais notável do acontecimento histórico: o ataque aos Lanceiros Negros.
Frente à platéia coberta, o primeiro degrau se alarga e possibilita o espaço para as apresentações. É o palco intermediário, onde ocorrem os eventos culturais e as cerimônias.
Ao fundo, continua o grande cenário da paisagem.
Faixas de lonas plásticas translúcidas e/ou opacas de enrolar, presas no extremo do balanço da cobertura, vedam e servem como pano de fundo para outros cenários.
Contar uma história, e usá-la para apontar o futuro com otimismo, vai além dos elementos concretos da arquitetura e da paisagem. Estas se articulam através de trajetos e locais, onde se desenrolaram os momentos marcantes com seus personagens.
Um caminho perimetral arborizado, às vezes estrada, circunda toda a área em processo de tombamento.
Saindo do estacionamento no sentido norte/sul, costeando a estrada, frente ao cruzamento para Bagé, passa-se por área conveniente a futuras expansões pela sua topografia e acessibilidade.
Seguindo, cruzando pela área do MTG e contornando o cerro do marco geodésico segue-se na direção sul/norte. Por aí, protegidos pelos acidentes topográficos, provavelmente entraram as tropas imperiais comandadas pelo Cel. Francisco Pedro de Abreu, (Moringue) na madrugada de 14 de novembro de 1844.
A partir do MTG estão os quiosques e áreas para acampamentos, com infra-estrutura adequada. Neste trecho a Programação Visual e a Sinalização se intensificam para mostrar o caminho das Tropas de Moringue.
Surpresa ou Traição? Por aí marcharam, protegidos pela ingênua e bela natureza, acobertados pela trama armada, resultando na chacina de porongos.
Ao fim deste trecho uma referência escultórica a esse momento triste na história da epopéia Farroupilha.
Lanceiros Negros, escravos surpreendidos. Soldados imperiais armados em grande número atacaram com a missão de cortar e sepultar anseios de liberdade.
Um percurso panorâmico importante é pela cumeada dos cerros, passando pelos eucaliptos até o ponto mais alto. Nesse local de visibilidade privilegiada está o mirante e a torre com cata-ventos. Marco de referência do sítio, animado pelo vento, seria usado para recalque de água de poço artesiano.
As redes gerais de infra-estrutura água, energia, etc. acompanhariam o caminho perimetral, abastecidas de água por reservatório junto ao mirante e rede de eletrificação rural existente.
Diretrizes regionais  
 
Diretrizes Urbanas
PERÍMETRO 1
PERÍMETRO 2
ÁREA DE EXPANSÃO URBANA-Hab., comércio, serviços
ÁREA DE EXPANSÃO URBANA - A. púb. e locais de eventos
EIXO DE REQUALIFICAÇÃO - Av. Protásio Alves - comércio e lazer
ÁREA DE EXPANSÃO URBANA - Atividades de produção
ÁREA DE EXPANSÃO URBANA - Área mista
ELEMENTO DE MARCAÇÃO - Entrada da cidade
ELEMENTO DE MARCAÇÃO - Conexão com PORONGOS
           
 
 
                                   
 Pranchas do concurso
 
 
 
 
 
|prancha n° 1
 
|prancha n° 2
|prancha n° 3
 
|prancha n° 4